sábado, 5 de março de 2011

Conheçam a História de Donizetti Adalto. (Ele era meu jornalista favorito)

"Morro e não vejo tudo"
"Calar não calo" e " È pau na Máfia" dizia o seu slogan, e isso era uma verdade sobre sua vida e sobre o que ele fazia. Donizetti Adalto dos Santos não era só uma jornalista, ele era "o jornalista", com uma carreirra promissora e um futuro brilhante pela frente teve sua vida e carreirra interrompida simplesmente por um motivo: tomou cuidado com os inimigos mas não com "o amigo" que estava ao seu lado, amigo que lhe parecia  de confiança, em que ele apostou seu nome (coisa que ele zelava muito ) e sua credibilidade, mas que na verdade era simplesmente um espírito de engano que o mal lhe enviou para lhe preparar uma armadilha bem debaixo dos seus olhos e acabar com a sua vida. Donizetti nasceu no Paraná onde começou sua carreirra em jornalismo e foi para um  Estado do Nordeste, o Piauí, logo começou a trabalhar no Estado,Donizetti se destacou pelo seu forte comprometimento com a verdade e principalmente por fazer denúncias comprovadas sobre gente poderosa do estado( políticos, empresários, emissoras de Tv...) coisas em oculto irregulares que ninguém denunciava,  denúcias comprovadas e expostas nos meios de comunicação do estado, logo Donizetti começou o seu trabalho a máscara de muita gente poderosa caiu pois ele mostrava a verdade para o povo. Em seus discursos ele sempre falava :"Eu não me preocupo com ladrão de galinha, mas estou e estarei aqui para mostrar os feitos de gente grande, pois o problema do Brasil são eles, os ladrões de galinha eu vou ajudar"
Logo se tornou o jornalista de maior credibilidade do Estado, homem de carácter comprovado, em suas reportagens gostava sempre de usar os termos: "Morro e não vejo tudo" que se tornou a sua marca registrada. Seu forte trabalho começou a incomodar muita gente, recebendo dos inimigos o apelido de "Forasteiro", se tornou vítima de constantes ameaças físicas e ameaças de morte. Nunca fugia de debates com os seus inimigos , mesmo em emissoras que o odiavam ele sempre ia e  através de dossies,gravações  e provas concretas comprovava sua verdade. Se tornou alvo de Inveja para outros jornalistas de outras emissoras que se viram ameaçados pela enorme audiência do mesmo, cerca de 90% do Ibope era sempre para os progamas de Donizett. Em 1998 Donizetti se candidatou a Deputado Federal e estava acompanhado do seu companheiro de chapa o até então Advogado e Vereador Djalma Filho, que se candidatou junto com Donizetti para deputado estadual. Donizetti se tornou amigo de Djalma em quem passou a confiar e constantemente pedia apoio político a população para o então amigo. Um mês antes das eleições uma trajédia e perda para o Brasil: Donizetti foi espancado e assassinado com 7 tiros a queima roupa na madrugada do dia 19 de setembro de 1998, aos 39 anos. Donizetti retornava de um comício com Djalma Filho estavam num fiat uno quando Donizetti foi abordado e assassinado sem chances de defesa. Com Djalma não aconteceu nada, mas para não despertar suspeitas o amigo ficou internado e chegou a ir ao Velório de Donizetti onde se mostrava comovido e abatido. Pouco tempo depois e após exaustivas investigações o crime foi desvendado: Djalma havia sido pago para levar Donizetti ao local do crime, um lugar abandonado e isolado, 2 policiais civís e um estudante de direito envolvidos no crime para desviar as suspeitas do restante dos envolvidos.Os policiais e o estudante de direito foram condenados a 19 anos de reclusão um tipo de "cala a boca", e Djalma Filho entrou com recursos e foi o único que não foi julgado até hoje, protegido por Marajás mandantes do crime.Foi determinado que Djalma fosse a Júri Popular mais seu julgamento vêm sendo adiado constantemente. Djalma  além de receber o dinheiro pelo crime queria comover a população com a trajédia e reverter  a intençao de votos do candidato falecido para ele, por sempre se apresentar para a população como amigo de Donizetti e andarem sempre juntos. Caiu do Cavalo e foi desmascarado antes da eleição acontecer. Polêmico e combativo Donizetti denunciou vários esquemas de corrupção que ele denominava de "Máfia",certamente seria eleito e sua eliminação física foi um resultado desesperador de esforços da máfia que ele denunciava em seus progamas e durante a campanha.
Mesmo morto a população se revoltou e lhe deu 47.000 votos, mesmo sendo orientados pelos progamas de Tv e governo que os seus votos não seriam válidos, alguns não votaram nele morto para que  os votos não fossem para o seu partido o qual a população passou a duvidar se tinha algo a ver com o crime. Até hoje amamos Donizetti e arde em cada coração de quem o conheceu o desejo de justiça que ainda não chegou...
No estado foram simplesmente construídos monumentos em sua homenagem, mas para quem o conhecia não é suficiente, queremos justiça...
A História de Vida de Donizetti nos deixa uma lição "Maldito o homem que confia no outro homem", se ele tivesse Deus como seu aliado simplesmente Deus os abriria os olhos para enxergar o mal disfarçado de ovelha que estava ao seu lado para lhe preparar uma armadilha, ele tinha tudo : cáracter, talento, coragem, só não tinha Deus como seu protetor, então não tinha nada, estava vulnerável as armadilhas do diabo.
Por isso que o Salmista fala a respeito de Deus: "Porque a mim se apegou com amor, eu o livrarei, por-lhe-ei a salvo, porque conhece o meu nome."

Um comentário:

  1. Fico feliz em ver q o Donizetti não foi esquecido. Ele era um justiceiro, idealista desde muito jovem. Nada temia. Me lembro de seus livros Fel e Mel, A Máfia dos Bebês... O primeiro foi escrito ainda no governo militar e nada o calava, o segundo foi uma compilação de denúncias do tráfico de bebês. Ele estava sempre sendo ameaçado, seja em Maringá-PR, Cascavel-PR, Mato Grosso... onde quer que fosse. Agora está nos céus e qto à justiça, tenho convicção de que a Divina não falha nunca.
    Obrigada por relembrar o Doni.

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